Londrina – Após dois encontros ontem com a administração municipal e a diretoria da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), os servidores da companhia decidiram, em assembleia, no início da noite, encerrar o movimento de greve, que havia sido iniciado durante a tarde.
Após a intervenção do prefeito Alexandre Kireeff, uma nova proposta foi apresentada e aceita pelos servidores. As principais reivindicações dos trabalhadores eram a correção de 33,7% referente às perdas salariais do período de fevereiro de 2000 a janeiro de 2004, implantação imediata de plano de assistência médica e revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Os servidores da CMTU cobram ainda auxílio alimentação de R$ 825 e a retirada do desconto de 5% por este benefício, adequação de horários para realização de serviços de sinalização viária e uniformes adequados.
O município reconheceu 31,4% de perdas salariais da categoria e propôs um reajuste de 2,5% a partir do mês de abril, além de reduzir o desconto do auxílio alimentação para 2,5%.
"Agora será formada uma comissão com representantes do município e do sindicato para realizar um estudo e definir como serão os próximos reajustes para zerarmos este passivo", frisou Luiz Carlos Viana, diretor do Sindicatos dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano).
À tarde, os grevistas chegaram a fazer uma manifestação em frente à sede da CMTU, na Avenida JK, no centro de Londrina, e prejudicaram o fluxo de veículos. Os servidores fecharam as portas do prédio e a proibiram o atendimento à população.
O menor salário inicial na CMTU é de R$ 1.004 para os cargos de operador de serviço e porteiro. O salário inicial de um agente de trânsito é de R$ 1,7 mil. Todos os funcionários ainda recebem um vale alimentação no valor de R$ 673,43. A companhia tem 273 funcionários em atividade.

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