Porto Alegre - A morte de oito crianças recém-nascidas na Santa Casa de Caridade de Uruguaiana, a 634 quilômetros de Porto Alegre, ainda não foi devidamente esclarecida pela direção do hospital. As mortes registradas nos últimos 30 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica e Unidade Neonatal, só foram informados à Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual da Saúde no dia 18 deste mês.
O diretor da Vigilância Sanitária, Francisco Paz, inspecionou as unidades e determinou a interdição das duas áreas. Segundo Paz, a causa de três das oito mortes teria sido a bactéria Klebsiella, geralmente encontrada em aparelhos de ar-condicionado: ''Quando contamina organismos debilitados, essa bactéria evolui, gerando quadros de infecção generalizada, como ocorreu em Uruguaiana''.
As duas unidades só serão reabertas após o cumprimento de várias medidas determinadas, como a reestruturação da UTI Pediátrica e da comissão de controle de infecção hospitalar. O administrador do hospital, José Antônio Fagundes, não havia se pronunciado sobre as mortes dos bebês até ontem à noite.

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