Após mais de 100 horas, termina seqüestro em SP
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Agência Estado 
São Paulo- Terminou no começo da noite de ontem o mais longo caso de cárcere privado em São Paulo. Após 100 horas, a polícia entrou no apartamento onde o ajudante de produção Lindemberg Fernandes Alves, 22, mantinha a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel e a amiga dela Nayara Rodrigues da Silva, ambas de 15 anos, reféns em um apartamento em Santo André (Grande São Paulo).
Por volta das 18h10, foi ouvido um estrondo e, pouco depois, policiais foram vistos entrando no apartamento. Uma das meninas saiu em uma maca. Segundo relatos de moradores, seria a ex-namorada de Alves. O rapaz foi levado em um carro da polícia.
Embora o governador José Serra (PSDB) tenha sido informado à noite pelo secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, da morte de Eloá Cristina Pimentel, adolescente mantida refém pelo ex-namorado, a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes -sede do governo do Estado-negou que ela tivesse morrido. De acordo com a assessoria do governo, a garota estava em estado gravíssimo e em coma induzido.
O caso teve início na tarde de segunda (13). Inconformado com o fim do relacionamento com Eloá, Alves invadiu o apartamento do conjunto habitacional. Além da ex-namorada, estavam no imóvel Nayara e mais dois jovens. Os meninos foram libertados pouco depois. Alves autorizou a saída de Nayara no fim da noite de terça (14), mas, na manhã de quinta (16), ela voltou ao cativeiro. O retorno teria sido permitido pela polícia como parte da estratégia de negociações e foi muito criticado por especialistas.


