Após incêndio, pesquisadoras da UFPR chegam hoje à Curitiba
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Rubens Chueire Jr <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - As cinco pesquisadoras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que estavam na Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártida, que pegou fogo na madrugada de sábado, devem chegar na manhã de hoje no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.
Cintia Machado, doutoranda em Biologia Celular e Molecular; Nádia Sabchuk, mestranda em Ecologia e Conservação; Maria Rosa Pedreiro e Priscila KrebsBash, ambas mestrandas em Biologia Celular e Molecular, fazem parte do Laboratório de Biologia Adaptativa do Departamento de Biologia Celular da UFPR e estudavam as espécies de peixes da região Antártida. Já a professora sênior da UFPR, Therezinha Absher, estudava organismos bentônicos (que vivem associados aos sedimentos), principalmente ostras.
Elas estavam entre o grupo de 59 brasileiros (pesquisadores, militares e civis responsáveis pela manutenção da estação) que foi resgatado após o incêndio de sábado. O voo sem escalas deveria sair do Chile na noite de ontem, chegando à Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, na madrugada de hoje. Logo em seguida, cada passageiro seguiria para sua cidade.
As famílias das pesquisadoras já receberam notícias e todas passam bem. Segundo Aroldo Sabchuk, tio de Nádia, a sobrinha contou que apesar do susto todos os integrantes do grupo que estavam na Estação Comandante Ferraz encontravam-se alojados num hotel na cidade de Punta Arenas, no extremo Sul do Chile, aguardando o retorno para o Brasil. ''Ela está bem e contou que está ansiosa para voltar. Todos ficaram chocados com a morte dos dois militares'', disse Aroldo.
O incêndio atingiu a base da Marinha do Brasil deixando um militar ferido e dois mortos (o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos). Segundo informações da Marinha, o acidente aconteceu no local onde ficam os geradores de energia, por volta das 2h de sábado. Um inquérito foi instaurado para apurar as causas do incêndio.
Em nota, a Marinha informou que as avaliações preliminares indicam que aproximadamente 70% das instalações da base brasileira na Antártica foram destruídas pelo incêndio. O prédio principal, onde ficavam a parte habitável e alguns laboratórios de pesquisas, foi completamente destruído.
Permaneceram intactos, porém, os refúgios (módulos isolados para casos de emergência), os laboratórios (de meteorologia, de química e de estudo da alta atmosfera), os tanques de combustíveis e o heliponto, que são estruturas isoladas do prédio principal.
Em declaração na manhã de ontem, em Brasília, o ministro da Defesa, Celso Amorim, informou que os planos de reconstrução da base já começam nesta segunda-feira. (Com informações da Agência Brasil)


