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. | Foto: Viviani Costa

O transporte coletivo voltou a operar normalmente na manhã deste sábado (06) para o alívio dos usuários e dos comerciantes do Calçadão de Londrina. A greve que teve início na manhã de quinta-feira terminou no final da tarde desta sexta após acordo entre representantes do Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina) e da empresa TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina).

“Prejudicou demais a população. Ontem (sexta-feira) que tinha ônibus em algumas linhas, tive que levantar às 5h30 para sair da zona norte e vir para o centro. Foi difícil e a volta demorou demais. Foi quase 1 hora para chegar em casa por causa do trânsito. Geralmente, demora de 15 a 20 minutos. O trânsito parou. Eles tinham que chegar em um acordo sem greve”, comentou a cuidadora de idosos e ambulante Cleonice de Oliveira.

O auxiliar de manutenção Benedito Rodrigues embarca em duas linhas do transporte coletivo para seguir da zona norte até o centro de Londrina. Ele não conseguiu chegar ao local de trabalho na última quinta-feira. A expectativa agora é se o patrão irá descontar do salário o dia parado. “Eu fui pego de surpresa. No segundo dia consegui pegar ônibus, mas faltei na quinta. Da greve, a gente fica sem saber quem tem razão, se patrão ou empregado”, disse enquanto aguardava o ônibus na manhã deste sábado.

Comerciantes também ficaram no prejuízo. “A queda foi de uns 40% nas vendas. O movimento foi bem pequeno na tarde de quinta e sexta e alguns funcionários faltaram porque não conseguiram chegar. Tenho medo de ter prejuízo neste sábado também”, afirmou Quédima Carvalho, proprietária de um quiosque do Calçadão. Neste sábado o comércio funciona até às 18 horas.

Segundo o presidente do Sinttrol, João Batista, o acordo votado em assembleia com a participação dos trabalhadores do transporte coletivo no final da tarde desta sexta-feira deve ser oficializado nos próximos dez dias com a assinatura de representantes da empresa e do sindicato.

"Os 4% pagos aos trabalhadores como abono deve continuar dessa forma até julho com a expectativa de que a empresa renove o contrato emergencial ou saia vencedora da nova licitação. Se uma dessas duas possibilidades acontecer, aí sim isso será incorporado aos salários", reforça.

O acordo aprovado também prevê a manutenção de, aproximadamente, 300 cobradores nas linhas administradas pela TCGL e o pagamento referente ao PPR (Programa de Participação de Resultados). Cerca de 900 motoristas atuam na empresa.

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