Após duas semanas, 780 mil sentem efeitos das chuvas
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quinta-feira, 19 de junho de 2014
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - Depois de duas semanas, o número de moradores afetados pelos temporais que causaram estragos em todo o Estado, segue subindo. Até o início da noite de ontem, conforme os dados da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, chegou a 789.859 a quantidade de pessoas que tiveram problemas em 155 cidades.
O número de pessoas desalojadas (que estão em casas de parentes ou amigos) chega a 29.348 e o total de desabrigados (que estão vivendo em abrigos públicos) está em 2.704. Além disso, 15.050 residências foram danificadas e outras 105 destruídas. O fenômeno também deixou 11 mortes e 228 pessoas feridas. As cidades mais atingidas se concentram nas regiões Sul e Centro-Sul do Paraná: União da Vitória, Rebouças, Rio Negro, Guarapuava e Irati. Até o momento, 147 municípios já tiveram a situação de emergência decretada pelo governo estadual. A prefeitura de União da Vitória decretou calamidade pública.
Com os estragos causados pelas fortes chuvas no Paraná e em Santa Catarina, o diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Jorge Gomes Rosa Filho, encaminhou ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, um documento que sugere alterações no Programa Emergencial de Reconstrução de Municípios Afetados por Desastres Naturais (PER) e na linha de Refinanciamento de Operações Ativas dos Agentes Financeiros (REFIN).
A intenção visa manter os níveis de emprego e reduzir as perdas econômicas e sociais relacionadas à atividade empresarial. As alterações sugeridas pedem a inclusão como beneficiárias do programa empresas com faturamento anual superior a R$ 90 milhões (hoje o beneficio é limitado para empresas com até R$ 90 milhões), desde que instaladas nos municípios que tiverem estado de calamidade pública reconhecidos pelo Poder Executivo, independentemente do setor de atividade, e a elevação do teto de financiamento para R$ 1 milhão por cliente.


