Após cirurgia, bebê se recupera de crises epilépticas
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sexta-feira, 02 de novembro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Marciane Rego Silva Cardoso, de 29 anos, e o filho dela, Davi Marciano Rego Silva, de 6 meses de idade, estão de malas prontas para retornar à cidade de São Raimundo das Mangabeiras, no Maranhão. A viagem está marcada para amanhã, depois de uma estadia de 27 dias em Curitiba. Eles vieram do Nordeste para solucionar um problema de saúde que estava afetando o desenvolvimento psicomotor da criança.
Ele sofria de crises epilépticas diárias desde os 15 dias de vida. A medicação não impedia a evolução da doença que inclusive estava causando paralisia parcial do lado direito do corpo do menino. A necessidade de uma intervenção cirúrgica foi constatada por uma neurologista que acompanhou o caso em São Luís.
Já no primeiro mês de vida, a partir de uma ressonância magnética, foi constatado que o menino apresentava uma lesão no córtex esquerdo do cérebro (em cima de onde se localiza a área motora do lado direito do corpo). Conforme Marciane, o atraso no desenvolvimento psicomotor, o deficit motor e as crises epilépticas frequentes só agravavam o quadro do paciente, que então precisou passar por procedimento cirúrgico.
''Cheguei angustiada em Curitiba pois a saúde do meu filho era grave. Ele tinha convulsões de meia em meia hora. Agora graças a Deus estou retornando para a minha terra muito feliz, e com o problema resolvido'', contou a mãe do paciente.
Marciane, que tem outros dois filhos, de 9 e 2 anos, aguarda o retorno para a cidade natal e adiantou que uma festa está sendo preparada pelos familiares. ''Estava todo mundo apreensivo, mas tudo acabou bem. Já é possível perceber indícios de recuperação do meu filho'', completou.
A cirurgia foi realizada no último dia 17 por profissionais do Setor de Epilepsia Refratária em Crianças, do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Conforme a neurologista clínica Vera Terra, diversos exames foram realizados para confirmar o problema antes da cirurgia se concretizar. O procedimento durou entre 6 e 7 horas, e retirou a área lesionada que estava causando as crises epilépticas.
Depois de ficar sob observação na UTI, a criança passou por sessões de fisioterapia para acelerar o desenvolvimento dos movimentos. ''A área lesionada retirada já não tinha função, por isso não houve sequela. E agora, com a fisioterapia, ele vai desenvolver o sistema motor porque as crises já não vão ocorrer mais, sem atrapalhar este progresso'', explicou a médica.
O paciente apresentou melhora significativa das crises e do deficit motor nos dias seguintes à cirurgia. ''Essa situação deve melhorar ainda mais com o passar do tempo e, para que a recuperação seja mais rápida, o paciente deve prosseguir com a fisioterapia no seu Estado'', completou. Todo o procedimento foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


