Após cinco anos, começam obras do Jardim Botânico
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Londrina- Cinco anos fazer o primeiro anúncio, o governo do Estado finalmente assinou ontem a ordem de serviço para a construção da primeira fase do Jardim Botânico de Londrina - empreendimento que, finalizado, representará a mais completa estação urbana ambiental do Paraná. A empresa Valor Engenharia e Construções, de Curitiba, vencedora da licitação, já iniciou o canteiro de obras. Em 300 dias, ela terá que entregar a sede administrativa, dois lagos, trilha para pedestres e ciclovias, estacionamento e o cercamento do Jardim. A primeira fase está orçada em R$ 10,5 milhões - as duas primeiras tentativas de licitar a obra fracassaram.
''O prazo é apertado, mas exequível. Nós achamos que ele será cumprido'', afirmou o diretor da empresa Valor, Hélio Zavattaro Júnior. De acordo com ele, a execução de contenção para a formação dos lagos é a parte mais complexa da primeira fase. A empresa trará funcionários de Curitiba, mas também pretende utilizar mão-de-obra londrinense. ''São construções que dependem mais de maquinários, mas, no total, utilizaremos umas 200 pessoas''.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, afirmou que a primeira fase prevê a criação de uma área de contemplação. ''Em seguida, partiremos para a segunda fase, que inclui a parte de educação e pesquisa.'' Segundo Rodrigues, a licitação para o prosseguimento da obra deve acontecer até o início de 2009. ''Não queremos interrupção. Quando terminar a primeira fase, em maio ou junho do ano que vem, daremos prosseguimento com o novo contrato''.
As chuvas que caíram ontem sobre o Paraná impediram a presença do governador Roberto Requião em Londrina. O prefeito Nedson Micheleti saudou ''com muita alegria'' o início das obras.
Protesto
A concentração de autoridades estaduais motivou um protesto de ambientalistas londrinenses contrários à construção da Usina de Mauá, no Rio Tibagi - que está sendo liderada pela Copel. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes voltaram a alertar para os prejuízos ao meio ambiente, à cultura indígena e, potencialmente, ao abastecimento de água da população, decorrentes da construção da barragem. As autoridades, porém, defenderam a usina.
O prefeito Nedson Micheleti disse que ''estão sendo respeitadas as questões técnicas e ambientais''. No discurso, o secretário Rasca Rodrigues também abordou o assunto. ''São pessoas (manifestantes) bem intencionadas, mas essa é uma questão que está colocada num contexto maior, que transcende o Paraná'', disse, referindo-se à política do governo federal de ampliar a geração de energia hidráulica no país.


