A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos) fechou acordo com a direção nacional dos Correios em audiência no Tribunal Superior do Trabalho e suspendeu até o final de agosto a deflagração da greve da categoria, que deveria começar nesta quinta-feira (1º). O acordo coletivo continua vigente até 31 de agosto. Em nota, o órgão informou que "todos os serviços estão sendo prestados normalmente no Brasil". O trato entre as partes tem 85 cláusulas no total.

Imagem ilustrativa da imagem Após audiência na Justiça do Trabalho, funcionários dos Correios adiam greve
| Foto: Marcos Zanutto/Folha de Londrina

De acordo com o diretor sindical da secretaria de Saúde e Bem Estar do Trabalhador do Sintcom-PR (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná), Cristian Pires, os funcionários cobram reajuste nos salários conforme a inflação e redução da mensalidade do plano de saúde. "Temos uma escala que varia segundo a idade do servidor. Por exemplo, um trabalhador que tem mais de 59 anos pagaria R$ 1,4 mil. Como ele vai conseguir pagar isso se ganha por mês pouco mais de R$ 1,6 mil? É impossível. O problema é do tamanho de um elefante", explicou.

Pires considera a paralisação "ruim tanto para nós (servidores) quanto pra população". Com o recuo, os 300 funcionários de Londrina continuam trabalhando normalmente nas quatro agências. Na região, são quase mil. "Até agora, eles (Correios) não sinalizaram com nenhuma melhora. Vamos esperar as negociações desse mês", completou o sindicalista.

Também em nota, a Fentect orientou que a classe mantenha o estado de greve até o desfecho da conversa e rejeite a proposta de reajuste salarial. "A falta de interesse da empresa em negociar foi evidente. Desde a não apresentação do índice econômico no prazo acordado até as propostas para retirar direitos historicamente conquistados, a postura dos Correios foi prejudicar o calendário, empurrando a negociação para o TST", diz a entidade.

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