Após acordo, coleta de lixo é retomada
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A greve dos coletores de lixo terminou na manhã de ontem. A paralisação durou menos de 27 horas, mas trouxe resultados expressivos para a categoria. Os 105 trabalhadores vinculados à MM Consultoria, Construções e Serviços vão receber 6,57% de reposição da inflação, baseado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os salários passarão de R$ 865 para R$ 917, retroativos a maio, a categoria ainda recebe R$ 478 de vale-refeição e 40% de insalubridade.
O grupo ainda recebeu garantias da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que gerencia o sistema, de 17% de reposição sobre o atual salário no novo edital do lixo. A licitação foi apresentada ontem. O índice, que eleva o salário-base do gari para R$ 1.012, pôde ser assegurado em cortes de benefícios presentes no atual contrato emergencial.
"Este reajuste será concedido independentemente da empresa que estiver atuando. Entendo que mais uma vez o trabalhador fica reconhecido e recebe o que lhe é de direito", disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio e Conservação, Izabel Aparecida de Souza. "Chegamos ao mesmo patamar previsto na convenção estadual. O interessante é que esse novo salário servirá de parâmetro na rescisão contratual dos atuais trabalhadores", salientou o presidente da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Feaconspar), Manassés Oliveira. O contrato que o município mantém com a empresa vence dia 26 de junho.
Os 17 caminhões da empresa foram para as ruas ontem de manhã. Cerca de 1,2 mil toneladas de lixo estavam espalhadas por todas as regiões da cidade à espera de recolhimento.
A MM, que havia recorrido à Justiça do Trabalho para tentar suspender a greve, foi notificada ontem pela CMTU. A empresa terá descontado o dia não trabalhado. Cerca de R$ 40 mil deixarão de ser repassados ao final do mês, e a empresa ainda pode ser multada pela falta da prestação de serviço por quase 27 horas.
"Existe a possibilidade de multa sim. Não houve a prestação do serviço. Entendemos que o trabalhador tem o direito à greve, mas a empresa deixou de cumprir cláusula do contrato. Pedimos um parecer da procuradoria jurídica e esperamos resposta", afirmou o diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues.
A FOLHA procurou o diretor da MM, Raimundo Paiva, mas ele não atendeu as ligações feitas para seu celular.


