Após 5 anos, morte de Rachel Genofre segue sem solução
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quarta-feira, 06 de novembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - Depois de cinco anos, a família de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, morta aos 9 anos em novembro de 2008, ainda espera uma resposta sobre o caso. Ontem, durante uma vigília realizada no centro da capital, familiares, amigos e representantes de movimentos de mulheres cobraram uma ação mais efetiva da polícia para que o crime seja solucionado.
A menina desapareceu no dia 3 de novembro daquele ano após sair do Instituto de Educação, uma escola no centro de Curitiba. O corpo foi encontrado dois dias depois dentro de uma mala, em posição fetal, envolvido em dois lençóis, na Rodoferroviária da capital. Ela foi morta por asfixia mecânica provocada por esganadura e apresentava diversos sinais de agressões. Havia sacolas plásticas na cabeça da menina, que estava com a camiseta de uniforme da escola e nua da cintura para baixo.
"Foi uma violência brutal, uma tragédia, e um crime como este não pode ficar sem solução. É um absurdo que até agora não tenham encontrado o culpado. Não só a família, mas a sociedade espera uma solução", afirmou a tia de Rachel, Maria Carolina Lobo Oliveira.
Durante as investigações foi coletado sêmen do corpo de Rachel. O material é comparado com o DNA de suspeitos para comprovar a autoria. Até novembro de 2011, no entanto, quase 100 exames já haviam sido realizados e todos deram negativo. Os números atuais de exames não são divulgados porque o caso corre em segredo de Justiça.
Em janeiro a polícia divulgou fotos da mala e da roupa usada pela menina no dia do crime. Em março, um novo retrato falado do suspeito também foi feito, mas mesmo assim a polícia não encontrou o autor da barbárie.
Maria Cristina Lobo Oliveira, mãe da menina, acredita que o crime ainda pode ser solucionado. "Tenho esperança de que a Justiça será feita. Na época o Estado foi omisso porque ocorreram erros na investigação e o criminoso segue impune", apontou. Ela ainda lembra que, apesar da repercussão, outros casos de violência contra crianças e mulheres continuam acontecendo. "Estamos fazendo esta mobilização para alertar a sociedade. Se ocorre alguma omissão do Poder Público a impunidade continua, e isso não pode acontecer", completou.
Polícia
A delegada titular da Delegacia de Homicídios (DH) de Curitiba, Maritza Haisi, que preside o inquérito sobre a morte da menina, informou que as investigações não foram interrompidas em nenhum momento. "É claro que com o tempo que passou a elucidação do crime fica mais difícil, mas estamos trabalhando intensamente para desvendá-lo", ressaltou. A delegada afirmou que mantém contato com os familiares de Rachel e que mais de uma linha de investigação vem sendo trabalhada. Como o caso corre em segredo de Justiça, nenhum detalhe sobre as investigações pode ser divulgado.


