Após 11 anos, famílias encontram filhas trocadas
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segunda-feira, 13 de outubro de 2003
Agência Estado 
Sertãozinho, SP O recepcionista de supermercado Sidnei Rodrigues Santana, de 30 anos, e sua ex-mulher Simone Rodrigues, de 27, encontraram ontem, trocada na maternidade da Santa Casa de Sertãozinho, em 21 de abril de 1992. O próprio hospital divulgou o caso e providenciou o exame de DNA, que constatou a troca, inicialmente negada pela instituição.
Santana e Simone conheceram ontem Virgínia e apresentaram Suélen, que criaram, aos verdadeiros pais - eles preferem não se identificar. Uma nova troca foi descartada pelas famílias, que esperam uma aproximação natural. ''A alegria é muito grande e estou aliviado por ter recuperado a minha verdadeira filha'', diz Santana. ''Pra mim foi um alívio, depois de tanta desconfiança das pessoas, inclusive dele (Sidnei), que também me julgava'', comenta Simone. Ela já havia conversado uma vez com a filha biológica, antes de fazer o exame de DNA.
''Ela está mais conformada'', disse Simone, garantindo que as meninas já se tratam por irmãs. O outro casal, no entanto, abalado com a situação, quer evitar exposição pública. Aceitou fazer o exame de DNA, pois também havia a dúvida. Suélen é morena, Virgínia é loira.
A reunião para apresentar o resultado do exame de DNA, com os casais, as crianças e os advogados, foi ontem na Santa Casa. Suélen encarou melhor a novidade, pois já sabia que Santana não era pai há anos. Virgínia ficou mais assustada, pois o caso para ela é recente, menos de um mês. ''Vamos procurar nos conhecer e, com o tempo, administrar a situação e colocar as regras'', diz Santana, que, em 1995, descobriu, por acaso, ao fazer um exame de sangue para admissão numa usina, que o seu tipo sanguíneo não era compatível com o da menina. Ela não era sua filha.


