Apontada falha humana em naufrágio
O naufrágio do submarino Tonelero S-21, domingo, no cais do arsenal do 1º Distrito Naval, na Praça Mauá, centro do Rio, não foi provocado apenas por falha mecânica, como foi divulgado inicialmente pela Marinha. Especialistas ouvidos ontem pela reportagem apontaram também problemas humanos. Um acidente como esse é causado, geralmente, por um misto de falhas mecânicas e humanas, afirmou o professor de estruturas oceânicas Segen Estefen, diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em nota oficial divulgada ontem à tarde, a Marinha negou que os nove tripulantes, de plantão no domingo, tenham deixado de realizar os procedimentos de emergência por estarem participando de uma festa de confraternização. A Marinha confirma que os nove militares de serviço efetivamente estavam a bordo no momento em que iniciou a ocorrência, afirma o texto, assinado pelo capitão-de-corveta Aldner Peres de Oliveira, do Serviço de Relações Públicas. O chefe do Estado-Maior da Força de Submarinos, comandante João Carlos Resende, reafirmou ontem que o naufrágio do Tonelero ocorreu por um problema no sistema hidráulico de controle das válvulas, formado por tanques de lastro que são responsáveis pela flutuação e imersão do submarino. Só poderemos saber se houve falha humana depois que fizermos a reflutuação do aparelho. Agora, qualquer afirmação seria leviana e precipitada, disse Resende.





