Há cerca de um ano, a família de Vinícius Yera Dynczuki, 10 anos, começou a perceber que o menino apresentava muita dificuldade em escrever e memorizar textos. Ele também não conseguia compreender a sequência dos dias e meses do ano. Os fatos foram chamando a atenção da mãe, que procurou ajuda médica para descobrir se o que Vinícius tinha era dislexia. Foi então que o diagnóstico foi confirmado e hoje Vinícius passa por tratamento que tem ajudado o garoto em todas as atividades na escola.
''Os pais precisam se conscientizar do problema e não temer em buscar ajuda. No início foi muito difícil, porque as pessoas encaram a dislexia de uma forma até preconceituosa. Se não houver um verdadeiro envolvimento e apoio familiar, o principal prejudicado disso tudo será a criança'', diz Renata Yera Dynczuki, mãe de Vinícius, que parou de trabalhar por meio período para ajudar o filho nas tarefas da escola e nas atividades com a fonoaudióloga.
A secretária Marisa de Sousa Pusa também procurou ajuda ao perceber que a filha Bianca de Souza Pusa, 13, apresentava dificuldade na escola. Segundo ela, já na terceira série do ensino primário a menina não conseguia ler e inventava informações para não se sentir constrangida. ''Foram feitos vários exames e se confirmou que além da dislexia ela também sofria de déficit de atenção. Hoje, a menina, que chegou a perder um ano escolar por conta das dificuldades, está comemorando por ter conseguido completar as disciplinas escolares sem reprovação.
''Ela tem recebido muito estímulo da família e hoje se sente muito mais segura em realizar todas as suas tarefas da escola. Temos estimulado ela sempre a ler bastante e percebemos que isso tem ajudado muito. Os exercícios com a fonoaudióloga fizeram toda a diferença. Acreditamos que se não fosse esse trabalho desenvolvido agora, com certeza ela sofreria ainda mais no futuro'', finaliza. (F.B.)

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