Apoio dentro e fora dos hospitais
Londrina Famílias de outras cidades que buscam atendimento no Hospital Universitário de Londrina são recebidas pela equipe de assistentes sociais do HU em uma ação de acolhida que busca amenizar o sofrimento dos parentes e amigos. A chefe da divisão do serviço social, Maria Lucia Maximiano, explica que os profissionais repassam orientações gerais sobre o funcionamento do hospital, oferecem assistência e a casa de apoio para abrigar o acompanhante. "Muitas vezes a pessoa não conhece a cidade, chega aqui e o paciente vai direto para a UTI. O acompanhante não pode ficar lá e não tem para onde ir", conta.
Situações como essa são comuns. Londrina conta com, aproximadamente, dez casas de apoio para pacientes e acompanhantes. A ONG Viver é uma delas. O agricultor Adilson de Oliveira e a esposa Luana Alves da Silva moram em Manoel Ribas, a aproximadamente 190 quilômetros de Londrina. Eles vieram em busca de tratamento para o filho Gustavo, de 3 anos, que tem leucemia. Entre as sessões de quimioterapia, o menino se diverte com os brinquedos da ONG. "Agora venho para cá uma vez por mês. Passamos o dia aqui. Ele já está se recuperando", diz Oliveira.
Nicoli Luisi da Silva, de 12, vem acompanhada da mãe Luisa Alves da Silva. As duas também recebem apoio da ONG Viver. "A gente vem de Arapongas e a rotina mudou completamente, mas vamos em frente. A luta é diária", destaca a dona de casa.
Para os tratamentos que continuam em casa, a assistente social do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), Rafaela Margonar Moreira, destaca que Londrina possui uma equipe para fazer visitas nas residências e orientar os cuidadores. "Repassamos orientações sobre a adaptação necessária em cada cômodo da casa, como tratar os pacientes e administrar a medicação", afirma. O serviço é mantido pela Secretaria Municipal de Saúde, que também promove encontros com os cuidadores para apoiá-los durante o tratamento ao paciente. (V.C.)





