Aplicações substituíram antibióticos
Antibióticos e antiinflamatórios não foram suficientes para aplacar as dores causadas por tendinite nos punhos, cotovelos e ombros - foi na acupuntura que a bancária aposentada Vanda Kemp, de 60 anos, moradora de Londrina, encontrou alívio.
Ela conta que os primeiros sintomas da doença apareceram entre 94 e 97: ''sentia dores e 'choques' quando pegava alguma coisa. Depois vieram dores horríveis que não passavam com nada, eu não conseguia dormir e me 'entupia' de remédios'', lembra.
Vanda passou por uma sessão de acupuntura pela primeira vez em 96, quando ainda morava em São Paulo. Em Londrina, ela retomou o tratamento há cerca de dois meses. ''A medicina tradicional acaba prejudicando a gente, porque tem muito efeito colateral. Na medicina oriental, você é tratada por inteiro. Com a acupuntura, as dores melhoraram, e também minha memória'', afirma.
Já para a ex-bancária Maria Sandra Franco de Souza Silva, de 42 anos, moradora de Londrina, a técnica milenar chinesa é motivo de equilíbrio e motivação. Há 17 anos, ela teve um câncer de mama e há 14 enfrenta metástase no pulmão, coração e ossos.
Passar por sessões periódicas de quimioterapia, não é fácil, conta Maria Sandra. Ela sofre com enjôos, dores musculares e insônia. Mas na acupuntura ela encontrou uma maneira de ficar mais relaxada, e ao mesmo tempo mais centrada.
''Descobri a acupuntura em 95, trabalhava em um banco, numa atividade muito estressante e não tinha tempo de fazer exercícios. Hoje, com a acupuntura consigo me manter motivada, não desanimar com uma doença que assusta, e fazer planos para o futuro'', afirma Maria Sandra.(C.P.)





