Brasília, 05 (AE) - A proposta do Banco Central de permitir a movimentação do capital estrangeiro aplicado nas bolsas de valores para os fundos de renda fixa sem a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) não é suficiente para reanimar o mercado acionário. A avaliação foi feita pelo presidente da Bolsa de Valores de São Paulo, Alfredo Rizkallah, ao sair de audiência com o ministro da Fazenda, Pedro Malan.
Segundo Rizkallah, a medida é suficiente para estimular o capital que já está no Brasil a permanecer no país. Mas, na opinião do presidente da Bovespa, não será atrativa para o retorno do capital externo que trocou as bolsas brasileiras pela bolsa de Nova York. "A proposta é um passo no sentido de estimular quem está aqui a ficar, mas não vai atrair o capital que já se transferiu para Nova York", insistiu Rizkallah.
Ele ressaltou que os problemas no mercado acionário foram decorrentes do aumento da alíquota da CPMF que passou de 0,25% para 0,38%. Segundo Rizkallah, este aumento ocorreu exatamente no momento em que o mercado brasileiro ainda vive as consequências das crises internacionais que levaram a uma fuga do capital externo do país. No encontro com o ministro, o presidente da Bovespa garantiu, entretanto, que não foi negociada qualquer compensação para o aumento da alíquota.
Rizkallah negou que a conversa com Malan tenha sido exclusivamente sobre CPMF. Ele destacou que, a exemplo de outras conversas que vem tendo com o Ministério da Fazenda, também tratou sobre a liquidez do mercado acionário.

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