Brasília, 17 (AE) - A Agência de Promoção de Exportações (APEX) deverá começar, em março, a financiar consórcios para pequenas e médias empresas exportadoras que queiram promover seus produtos no mercado internacional, segundo informação do gerente especial da APEX, Frederico Alvarez. O projeto faz parte dos planos do governo de ampliar as exportações com a inclusão das empresas de pequeno e médio porte no comércio exterior e, dessa forma, elevar o saldo da balança comercial brasileira dos atuais US$ 54 bilhões para US$ 100 bilhões anuais até o ano de 2002.
Os consórcios voltados à exportação serão financiados pela APEX, que conta com um orçamento de R$ 60 milhões para este ano, e serão baseados na experiência da Itália, onde as pequenas e médias empresas têm papel essencial no desempenho da balança comercial. O modelo de consórcio a ser implementado está sendo desenvolvido com o apoio da Associação Piemontesa de Consórcios de Exportação, entidade italiana especialista neste tipo de projeto, conforme Frederico Alvares.
O gerente especial da Agência de Promoção de Exportações (APEX), Frederico Alvarez, explica que o modelo italiano foge um pouco do padrão tracidional de consórcio, em que as empresas se agrupam, dividem custos e passam a comercializar um produto com uma única marca. Conforme a proposta que está sendo elaborada pelo governo brasileiro, as pequenas e médias empresas se consorciam mas continuam mantendo sua identidade própria. Ou seja, unem-se para criar um consórcio que lhes será útil basicamente na prestação de serviços essenciais para diminuir custos operacionais, aumentar sua competitividade e assessorá-las na comercialização de seus produtos no mercado externo. "Através do consórcio as empresas poderão, por exemplo, comprar um equipamento sofisticado e caro para uso comum", explica Alvares. Para obter o financiamento da APEX para criação do consórcio e cobertura dos custos iniciais desse tipo de serviço, Frederico Alvares informa que as empresas interessadas terão que seguir o modelo a ser proposto pela Agência. Isso significa se comprometer com um gerenciamento profissional e cumprir regras de um determinado estatuto, além de apresentar um projeto contendo as metas de exportação que pretendem alcançar em um determinado período.
Ainda para obter o financiamento da APEX, além de apresentar uma proposta e se comprometer com metas específicas de exportação, as empresas interessadas terão que dar uma contrapartida de 50% sobre os custos do projeto.
Esta é a sistemática de trabalhos da Apex, que já patrocinou 47 projetos de promoção comercial desde que foi criada, em maio do ano passado, o que representa R$ 102 milhões aplicados na divulgação de mercadorias brasileiras no exterior, explica o gerente especial do Proex, Frederido Alvarez. O patrocinio de consórcios voltados à exportação, segundo ele, é mais um serviço que a Agência pretende oferecer de forma permanente às micro, pequenas e médias empresas a partir deste ano, pelas representações estaduais do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) ou de outras entidades associativas.

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