Apesar da tensão, EUA negam ataque à Coréia do Norte
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2002
Agência Folha 
Washington - Os Estados Unidos não planejam atacar a Coréia do Norte, apesar da escalada de tensões após a decisão do país de reativar seu programa nuclear, anunciou ontem o secretário de Estado do americano, Colin Powell.
Em entrevista à rede Fox News de TV, Powell disse que a tensão em torno da questão nuclear norte-coreana é um ''problema grave'', mas que não representa uma ''atmosfera de crise''.
Anteontem, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, ligada à ONU) disse que seus inspetores, responsáveis pelo monitoramento do complexo nuclear de Yongbyon capaz de enriquecer plutônio para uso em armas nucleares vão deixar a Coréia do Norte na terça-feira. Na sexta-feira passada, o governo norte-coreano enviou uma carta à agência pedindo a retirada de seus inspetores do complexo de Yongbyon (80 km da capital).
''Eles (os inspetores) estão arrumando suas coisas, como nós dissemos, e devem deixar Yongbyon assim que for possível'', disse Melissa Fleming, porta-voz da base da AIEA em Viena (Áustria). Ela disse que os inspetores vão deixar amanhã o país, porque a Coréia do Norte decidiu não responder à carta da AIEA na qual a agência insistia na permanência de seus funcionários no complexo de Yongbyon.
Em resposta, a AIEA insistiu em tentar manter seus inspetores na Coréia o Norte. O diretor-geral da agência, Mohamed El Baradei, pediu numa carta dirigida às autoridades norte-coreanas que ''autorizassem os inspetores a permanecer na (central nuclear de) Yongbyon e a instalar os equipamentos de contenção e vigilância''.
Segundo informações divulgadas anteontem pela agência oficial norte-coreana KCNA, o governo teria enviado uma carta ao diretor-geral da AIEA, para notificá-lo da situação. Esta decisão seria consequência do fim da missão de inspeção, que coincide com o reinício do programa nuclear de Pyongyang (capital da Coréia do Norte).


