Apesar da derrota, Viradouro comemora
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terça-feira, 16 de fevereiro de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 17 (AE) - Apontada como uma das favoritas ao título
pelo desfile impecável conduzido por Joãosinho Trinta no domingo de carnaval, a Viradouro preparou a quadra para uma comemoração de campeã. A multidão que foi à sede da escola acompanhar a apuração teve de se contentar com o terceiro lugar. Mas, ao contrário dos tempos em que a perda do título correspondia a cenas de desolação de toda a comunidade, na escola de Niterói tudo acabou em muito samba e na distribuição de cerveja.
A distância da Viradouro da primeira colocação já estava evidente a partir da metade do período de apuração. A torcida na quadra ficou, então, resumida à comemoração de notas baixas dadas às suas principais concorrentes. Contando que para o sambista qualquer nota diferente de dez é considerada "baixa", mesmo que o desconto seja de apenas meio ponto, a quadras explodiu com o 7,5 dado à evolução da Mocidade, com o 9,5 de alegorias e adereços da Imperatriz e com o 9,5 dado à harmonia da Beija-Flor.
No final, o fato de a Viradouro ter conquistado um lugar à frente da Mocidade - a única escola a merecer do público da Sapucaí a saudação "é campeã" - foi por si só motivo para gritos e aplausos. A bateria fez a introdução e a quadra cantou o samba-enredo sobre as lendas que cercam a história de Anita Garibaldi, enquanto dois integrantes circulavam com a faixa "Viradouro, tricampeã do povo".


