Apeop diz que já esperava ano dramático
São Paulo, 14 (AE) - O presidente da Associação Paulista dos Empresários de Obras Públicas (Apeop), Paulo Godoy, diz que o impacto da alteração da política cambial para o setor vai depender das consequências da mudança nos outros setores da economia. Mas, antes mesmo dessas medidas, o setor já esperava um ``ano dramático', com faturamento menor do que o obtido no ano passado.
Diretamente, a medida afeta pouco o setor, que não depende muito de importações. ``Serão mais afetadas as empresas que têm financiamento em dólar', diz Godoy. Mesmo nos financiamentos, o impacto vai depender do vencimento. Se as dívidas estiverem vencendo agora, o baque é maior, mas se ainda demorar alguns meses o impacto do ajuste do câmbio deve ser diluído, diz Godoy.
Nos negócios que serão fechados este ano, na área de infra- estrutura, a repercussão deve ser bem maior. Mesmo antes do ajuste, a Apeop já esperava uma redução em torno de 20% no faturamento das empresas este ano. Os números do ano passado ainda não estão fechados, mas a previsão é de um faturamento de R$ 23,5 bilhões com os negócios da construção pesada, 10% acima do ano anterior. ``Os orçamentos de investimento do poder público estão bloqueados, o que ainda não se sabe é como ficará o investimento das empresas privadas que assumiram os serviços públicos', diz Godoy.
O presidente da Apeop acha que o governo deveria aproveitar a crise para resolver as questões importantes, como as reformas que vão dar estabilidade ao País. ``Precisamos resolver esses problemas de forma mais duradoura', diz.





