São Bernardo do Campo, SP, 09 (AE) - Dirigentes estaduais do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) realizaram hoje plenária para discutir a organização da campanha, em âmbito nacional, do professor João Felício à presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Pelo menos 15 Estados enviaram representantes. Felício é secretário-geral da CUT, ex-presidente da Apeoesp e um dos três candidatos da Articulação Sindical, maior corrente dentro da central, à presidência da entidade. A eleição está prevista para agosto.
Felício evitou falar em números e porcentagens, mas calcula ter apoio de cerca de 60% dos filiados na disputa à presidência da CUT. "Seria um chutômetro eu falar em números, até porque as assembléias dos sindicatos para indicar os delegados que vão votar só ocorrerão em maio", disse Felício. Para justificar a provável vitória na disputa pela presidência da CUT, passando, inclusive, pela disputa interna dentro da Articulação Sindical, Felício trabalha com os seguintes dados: a Articulação Sindical é a maior corrente dentro da CUT; e, dentro da Articulação Sindical a candidatura de Felício é a que conta, hoje, com maior número de delegados.
Disputam com Felício a indicação da Articulação Sindical para a presidência da CUT, Mônica Valente (representante do setor de Saúde - Sindisaúde) e João Vacari (presidente do Sindicato dos Bancários). A candidatura de Felício está sendo apoiada pelas categorias dos metalúrgicos, petroleiros, químicos
maioria dos trabalhadores rurais, maioria dos comerciários, alguns setores do vestuário, alguns setores do funcionalismo público municipal e do funcionalismo público federal, maioria dos condutores e segmentos da construção civil.
As categorias com maior quantidade de delegados são a dos trabalhadores rurais, seguida da dos professores, que apoia em massa a candidatura de Felício, com bancários e metalúrgicos empatados em terceiro lugar. "Nossa intenção não é buscar o voto, e sim buscar o consenso. Queremos escolher o candidato que tenha o melhor perfil diante do atual cenário", disse Felício, se referindo à disputa dentro da Articulação Sindical.
Historicamente comandada por metalúrgicos, a decisão de alternar uma categoria profissional no controle da CUT partiu do próprio setor metalúrgico, segundo Felício. "Eles acharam importante que outras categorias pudessem lançar candidaturas, porque além de estimular o debate, é uma estratégia de renovação", disse.

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