Apenas um caso de cólera foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde desde sexta-feira passada em Paranaguá. O número total de pessoas contaminadas pela epidemia divulgado ontem é de 466 desde que a doença foi detectada na cidade no dia 16 de março. O número oficial de mortos é de três pessoas.
A assessoria de Comunicação Social do governo do Estado informou que os boletins com novos números de casos de cólera passarão a ser divulgados semanalmente. A confirmação ou não de novas vítimas da doença passará por testes laboratoriais.
Em Curitiba, a Secretaria Municipal da Saúde já monitorou 116 pacientes que apresentaram diarréia no período em que a cólera atingiu Paranaguá. Apenas 10 casos permanecem sob investigação e o restante não teve ligações com a doença.
Com a finalidade de evitar que o vibrião chegue à rede de água tratada, a Sanepar baixou uma resolução para que todas as operadoras do Estado aumentem a quantidade de cloro. A substância serve para eliminar microorganismos que possam causar doenças, entre eles o vibrião colérico.
A quantidade que deverá chegar no final das redes de distribuição será de 0,5 miligramas de cloro por cada litro de água. O índice do Ministério da Saúde é de 0,2 miligramas. No Paraná, o padrão é de 0,4 miligramas. Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), desde o dia 2 de abril, a Sanepar também ampliou em 0,5 miligramas de cloro para cada litro de água tratada.
De acordo com o gerente de produção de água de Curitiba e Região Metropolitana, Agenor Zarpelon, o aumento da quantidade de cloro foi preventivo devido a epidemia de cólera. Ele garantiu que o aumento do cloro não comprometerá a qualidade da água que chega as torneiras do consumidor.

mockup