Apenas dois bons exemplos receberam menção especial
A violência rural, os conflitos de terra, o trabalho escravo, as ameaças aos defensores dos direitos humanos e a impunidade são outros problemas brasileiros que receberam menção especial no relatório. A absolvição do coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, que havia sido condenado a 632 anos de prisão por ter comandado o massacre do Carandiru, quando 111 presos foram assassinados pela polícia paulista em 1992, é lembrado como um dos exemplos de impunidade no Brasil.
Como exemplos positivos, a ONU cita a condenação do policial militar Carlos Jorge Carvalho a 593 anos de prisão por seu envolvimento no massacre da Baixada Fluminense, que resultou na morte de 29 pessoas em março de 2005, e a condenação de 14 oficiais e agentes penitenciárias da Febem de Raposo Tavares por terem torturado 35 adolescentes. ''Dois oficiais de alto escalão foram condenados a 87 anos de prisão, a maior pena por tortura de que se tem notícia no País'', diz o relatório.
O fato de o Brasil, pela primeira vez, ter sido condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos também foi citado como um avanço. A corte considerou o País responsável pela morte de Damião Ximenes Lopes, morto em decorrência de maus-tratos em uma clínica de saúde mental no Ceará. ''A corte ordenou ao Brasil que pague reparações à família de Lopes, que garanta que o caso seja propriamente investigado e que os responsáveis pela sua morte sejam devidamente punidos'', finaliza o relatório.





