Apenas 5% seriam de alto custo
Londrina - O geneticista Salmo Raskin, membro e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM), é enfático ao dizer que ''não existe protocolo para doenças raras no Ministério da Saúde''. ''As pesquisas estão avançando a cada dia no País, tornando-se referência até mesmo para a América Latina. Mas com relação ao atendimento, ainda estamos no século 18'', diz.
Para Raskin, os portadores de doenças raras vivem num país que não reconhece que eles existem. ''O MS não reconhece que essas pessoas sejam um problema importante, por isso, acabam à margem de uma política que nem mesmo existe'', revela, lembrando sobre a portaria engavetada do MS que daria mais respaldo ao uma política de atendimento a doenças genéticas. Situação que levou a SBGM a ingressar uma ação junto ao Ministério Público Federal contra o MS sob a acusação de procrastinação por ignorar seu cumprimento.
O geneticista diz que doenças raras não são de alto custo. ''Apenas 5% do atendimento genético é de tratamento de alto custo. O restante é baixíssimo. Tratamento abrange outros quesitos como aconselhamento genético e acompanhamento, inclusive, sem a necessidade de medicação'', comenta.(M.T.)





