Só 5% das faculdades de medicina têm oncologia (especialidade para diagnosticar e tratar câncer) como disciplina específica em seus cursos de graduação. Nos outros 95%, a especialidade é abordada rapidamente em outras disciplinas. No entanto, o câncer é a segunda causa de morte por doença no País, perdendo apenas para problemas cardiovasculares.

Em todo o País, apenas duas instituições oferecem cursos de pós-graduação em oncologia. Uma delas é o Hospital do Câncer A. C. Camargo; a outra é a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Os cursos de pós-graduação são o primeiro passo para investir no ensino de oncologia na graduação de medicina. ''Temos de formar profissionais para dar aula de oncologia nas faculdades'', diz Daniel Deheinzelin, diretor clínico do Hospital do Câncer.

O presidente do Hospital do Câncer, Ricardo Brentani, completa: metade das faculdades de medicina não tem hospital universitário (HU) associado. É no HU que o aluno aplica o que aprendeu nas aulas teóricas, supervisionado por professores.

Divulgados na semana passada, os dados do último Exame Nacional de Cursos do Ministério da Educação - maior avaliação da graduação - não são muito animadores. A média obtida pelos cursos de medicina foi de 45,5 (a escala varia de 0 a 100). (L.M./AE)

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