Belo Horizonte, 26 (AE) - Apenas 5% das crianças deficientes físicas ou mentais frequentam escola especializada no País. Depois de 45 anos de luta, esse ainda é o principal desafio das Associações de Pais e Amigos do Excepcional (Apaes). "A consciência coletiva de que essas crianças têm direito a atendimento melhorou, mas a realidade ainda é muito complicada"
diz o presidente da Federação Nacional de Apaes, Eduardo Barbosa. "Especialmente no Norte e Nordeste". Representantes das 1.600 Apaes espalhadas pelo Brasil estão reunidos em Belo Horizonte para o 19º Congresso Nacional. Na pauta de discussões está o balanço dos 45 anos do movimento que hoje envolve cem mil voluntários e dá assistência a cerca de 220 mil deficientes.
Entre os avanços alcançados, o presidente da Federação de Apaes ressalta o respeito aos deficientes por parte dos próprios parentes. "As famílias não têm mais vergonha e respeitam a diversidade", diz. A meta das Apaes para o próximo século é a inclusão social do deficiente, inclusive no mercado de trabalho, por meio da valorização de suas potencialidades e habilidades. Os deficientes mentais e físicos representam 10% da população brasileira, cerca de 15 milhões de pessoas.
O Congresso Nacional das Apaes foi aberto hoje e será encerrado na sexta-feira com a realização de um show no Grande Teatro Palácio das Artes. Trezentos artistas deficientes apresentarão números de dança, teatro e música.

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