Apenas 47% se apresentam ao Mais Médicos
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina O Ministério da Saúde apresentou balanço ontem informando que apenas 47% dos profissionais formados no Brasil e selecionados na primeira etapa do Programa Mais Médicos se apresentaram e começaram a trabalhar. Em Londrina, quatro dos seis médicos solicitados ao programa participaram do acolhimento promovido pela Secretaria de Saúde. Houve uma desistência, mas a vaga foi reposta.
Segundo balanço preliminar do Ministério da Saúde, 511 profissionais haviam se apresentado para trabalhar até ontem, de um total de 1.096 esperados. Já se sabe que 127 pediram desligamento do programa. Outros 458 não se apresentaram, foram excluídos por irregularidades ou não tiveram sua situação informada pelas cidades ao governo. Todos estes dados se referem a médicos formados no Brasil (os profissionais com diplomas estrangeiros ainda estão em processo de avaliação).
O prazo final para apresentação vence hoje, quando, então, o governo terá o cenário exato das desistências. Caso não se apresentem, os profissionais serão excluídos do programa.
A adesão foi suficiente apara atender a demanda de 216 municípios e quatro distritos de saúde indígenas de um total de 453 que solicitaram a vinda de médicos recrutados pelo governo federal. Um número que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, considera baixo, mas que, de acordo com ele, não surpreende. "Isso retrata o drama enfrentado pelos municípios para contratar profissionais", disse.
Troca
Londrina havia solicitado seis médicos para o Ministério da Saúde. Quatro profissionais se apresentaram há duas semanas, uma delas sequer realizou plantões no município. "Ela alegou que tem um filho pequeno e perguntou se havia possibilidade de cumprir uma carga horária menor, no entanto a proposta foi considerada inaceitável. Ela nem assumiu plantões", explicou o secretário de Saúde, Francisco Eugênio Alves de Souza.
Ele contou que após a desistência, um profissional que iria assumir uma vaga em outra cidade optou por vir a Londrina. "Ele iria assumir o cargo em Florianópolis (SC). Quando reportamos a desistência ao Ministério, para nossa surpresa, recebemos a proposta desse interessado. Ele já está trabalhando", contou o secretário.
Os profissionais cedidos pelo Mais Médicos trabalham nas unidades básicas do Aquiles Stenghel, Avelino Antonio Vieira, União da Vitória e Newton Guimarães. "Optamos por unidades periféricas, em regiões carentes de profissionais e com população em situação de vulnerabilidade", disse.
Os profissionais receberão mensalmente uma bolsa-salário no valor de R$ 10 mil, pagos pelo Ministério da Saúde, e uma ajuda de custo de cerca de R$ 1,5 mil para o auxílio moradia e alimentação, custeados pela prefeitura. (Com agências)


