Dos R$ 279 milhões previstos para o orçamento da Secretaria de Educação de Londrina para 2014, apenas 2% são destinados para construção de novas creches e escolas e na manutenção das unidades já existentes. O baixo índice em investimentos, que equivale a R$ 5,5 milhões, é conflitante com a situação da secretaria, que sofre com falta de estrutura. "Hoje nosso maior problema é com espaço físico e falta de terrenos", afirmou a secretária municipal de Educação, Janet Thomas, em entrevista ao Portal Bonde.

De acordo com a secretária, o problema afeta, principalmente, as construções de novos centros de ensino e a ampliação da rede de ensino integral, que necessita de escolas com infraestrutura diferenciada para funcionar. "O maior limitador para a implantação de novas escolas de ensino integral é o espaço físico e o maior limitador para a construção de novas escolas é a falta de terrenos". Ainda conforme Janet Thomas, a secretaria calcula um déficit de 40 a 50 terrenos em dez anos.

O problema fez com que a Secretaria de Educação mudasse sua forma de negociação com empresários que investem em Londrina e que precisam, como contrapartida, colaborar com a área da educação. "Antes o empreendedor teria que construir uma creche ou uma escola. Eu troquei isso. Eu prefiro que aquilo que ele iria gastar em construção, me dê em terreno e eu corro atrás da verba do Governo Federal [para a construção de escolas], que eu sei que existe".

A falta de terrenos afeta também outra área do município. Já que, por lei, a prefeitura pode construir as escolas em locais onde funcionam praças públicas, caso não haja áreas disponíveis.

Os 2% para investimentos, segundo a secretária, é basicamente todo usado na elaboração de projetos para financiamento de creches e escolas pelo Governo Federal e com pequenas reformas do dia dia. "Para investimentos nós dependemos das verbas do Governo Federal. Para os projetos de 2014 já entramos com todas as ações em 2013". Somente em relação a construção de creches, foram 15 projetos aprovados e que devem sair do papel no próximo ano graças a verbas federais. "Para que chegue ao ponto do projeto ser aprovado nós temos que fazer o projeto de implantação do terreno, projetos complementares, terraplanagem... Então esses 2% do orçamento servem para que a gente prepare o caminho para receber o dinheiro do Governo Federal", explicou.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Janet Thomas, a pasta se prepara para mais um ano com as contas "apertadas". "Nosso orçamento para 2014 é praticamente do mesmo tamanho do de 2013. Tivemos um aumento de 3% nos repasses da prefeitura. Antes recebíamos 25% do total do orçamento do município e agora vamos receber 28%."

O maior gasto da secretaria é com os funcionários. Em 2014, 75% da verba da pasta será gasta com os salários dos servidores. O restante será dividido com os serviços de merenda e transporte escolar.

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