Apenas 17% da água dos rios de Londrina é de boa qualidade
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Londrina - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) divulgou ontem o resultado de um estudo sobre a qualidade dos rios em Londrina. Foram analisados 35 pontos de seis bacias hidrográficas: Cambé, Lindoia, Cafezal, Jacutinga, Três Bocas e Limoeiro.
De acordo com a bioquímica do Iap, Gelsy Gonçalves, que participou do levantamento iniciado em 2007, para avaliar a água foram adotados sete níveis de qualidade, que vão de ''muito boa'' até ''extremamente poluída''.
''Nenhum dos pontos analisados atingiu estes dois níveis. Dezessete por cento foram avaliadas como boa, 26% como pouco poluídas, 29% mediamente poluídas, 14% poluídas e 14% muito poluídas'', afirmou.
Segundo a bioquímica, o resultado não pode ser taxado como ruim ou bom. ''A cidade está um pouco melhor do que outros municípios do mesmo porte, mas é preciso melhorar'', alertou.
A bacia do Lindoia, na Zona Norte, apresentou o pior resultado. ''Foram analisados dois pontos do rio, ambos foram constatados como muito poluídos'', afirmou.
Para melhorar a situação, Gelsy destaca que é necessário um esforço coletivo. ''A resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) 357 de 2005, classifica os rios e de acordo com essa divisão são estipulados as funções desse rio. Quando essas águas são poluídas o rio deixa de cumprir sua função além de gerar riscos à saúde da população'', explicou.
De acordo com o ambientalista João Bastista Moreira de Souza, fundador da ONG Patrulha das Águas, uma das principais causas de poluição dos rios na cidade é ''a poluição difusa, que acontece nos momentos de lavagem, de chuva.'' ''É quase inevitável, mas com uma boa limpeza pública, varrição, e com a população também contribuindo, sabendo que simplesmente deixando o quintal limpo ajuda, é possível diminuir'', afirmou.
Para diminuir a poluição, o ambientalista alerta para a importâncida da implantação de uma política de gestão de microbacias hidrográficas. ''Em cada uma delas (bacias) existem problemas específicos, na Região Central, por exemplo, a lavagem de dejetos de pombas está poluindo o Lago Igapó. Em outras áreas existe a questão de ligações irregulares na rede pluvial, assoreamento, entre outros. Por isso é preciso pensar a cidade, ter um plano ambiental, pensando em cada uma das bacias.''


