Agência Estado
Do Rio
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Fernando Gonçalves, teve o seu apartamento arrombado, no condomínio Village São Conrado, em São Conrado, zona sul do Rio, no fim de semana. Os arrombadores tentaram abrir o cofre que havia dentro da casa, mas não conseguiram. A hipótese da polícia é que a residência ia ser roubada por um grupo de adolescentes, moradores do condomínio, com o objetivo de obter dinheiro para compra de drogas.
De acordo com a polícia, nada estava mexido no lugar. Informada sobre o que tinha acontecido, a mulher do ministro confirmou que não havia nada no cofre e que o apartamento não tem objetos de valor. O ministro Gonçalves não veio ao Rio para vistoriar o apartamento. No final da tarde, um porteiro foi até o local para instalar uma nova fechadura.
O arrombamento foi descoberto pelo vizinho do apartamento 2403, que fica ao lado do imóvel que pertence ao ministro. O homem notou que, no sábado, a fechadura do apartamento 2404 havia sido retirada da porta.
Ele achou, no entanto, que ela estava sendo consertada. Como a porta continuava sem maçaneta e fechadura ainda ontem, ele resolveu levar o caso ao síndico do prédio. A fechadura foi achada por policiais no compartimento onde é colocado o lixo.
Há cerca de um mês, um outro apartamento, no edifício ao lado do Porto Rotondo, foi arrombado. O síndico do condomínio, Rogério Machado, se disse preocupado com a segurança do lugar. Morador do prédio, o advogado João Carlos Junior, de 29 anos, contou que em menos de dois anos outros três assaltos, no mesmo estilo, foram praticados no condomínio. Por conta disso, quatro dos nove prédios já instalaram circuito interno de televisão.
O ministro Fernando Gonçalves é proprietário de um apartamento no Village São Conrado há cerca de dez anos. O condomínio, de classe média alta, é composto por nove prédios. São quatro apartamentos por andar, cada um com cinco quartos. Segundo o porteiro-chefe do condomínio, José Romão, de 38 anos e há onze trabalhando no lugar, Gonçalves, que mora em Brasília, fica de duas a três vezes ao ano em seu imóvel. O ministro costuma deixar as chaves do apartamento com Romão.

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