Aparelho vai avisar sobre o nível de glicose
Estudos apresentados no Congresso Europeu de Diabetes pela empresa de tecnologia médica Medtronic mostraram que os aparelhos em breve avisarão ao paciente quando a glicose estiver abaixo do normal e até se comunicarão com as bombas de insulina de infusão contínuas, instaladas sob a pele.
Um deles, batizado de Guardian, já foi aprovado pelo Food and Drugs Administration (FDA), agência americana que regula medicamentos e alimentos, neste ano e deve chegar ao Brasil até o início de 2006. É um catéter com sensor capaz de medir a glicemia a cada cinco minutos e avisar para um aparelhinho via radiofrequência quando a glicose fugir dos limites determinados pelo médico do paciente. O aviso é na forma de alarme.
A invenção é uma ótima notícia para quem tem dificuldade de identificar quedas de glicose, como as crianças. O catéter deve ser trocado a cada três dias para não haver risco de contaminações. O aparelho também é capaz de armazenar dados sobre curva glicêmica, que poderão ser descarregados em qualquer computador doméstico, pelo próprio paciente inclusive.
Quem estiver sob tratamento com bombinhas de insulinas (aparelho ligado ao organismo por um catéter subcutâneo que joga no sangue insulina) vai poder contar também em 2006 com um monitor de glicemia que vai sugerir para o aparelho a quantidade de hormônio que deve ser injetada. Mais: o aparelhinho também dará a informação sobre a quantidade segura de carboidratos que o paciente deverá consumir. (Agência Estado)
NÚMEROS
O planeta tem 190 milhões de diabéticos. Em 2030, será o dobro - 366 milhões -, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Só no Brasil, são hoje cerca de 16 milhões de portadores da doença, que precisam de acompanhamento para a vida toda. Em 2004, os remédios para diabéticos movimentaram US$ 5 milhões na indústria. A previsão é que em 2007 sejam US$ 20 milhões. (A.E.)





