Aparelho que 'vê' mutações do HIV chega ao Paraná
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quarta-feira, 01 de março de 2006
Equipe da Folha 
Curitiba- Os paranaenses podem comemorar uma conquista importante para a área da saúde pública. Curitiba será a primeira cidade brasileira a ter na rede municipal um equipamento de laboratório para verificar a genotipagem do HIV, o vírus transmissor da Aids. O equipamento entra em funcionamento em abril, no Laboratório Municipal de Curitiba, para identificar as mutações genéticas do vírus e que levam à resistência dos pacientes ao tratamento.
O valor do equipamento é estimado em cerca de U$ 200 mil e será cedido à Prefeitura de Curitiba em regime de comodato pela Coordenação do Programa Nacional de DST/Aids. Enquanto um exame custa cerca de R$ 800,00 nos laboratórios privados, para o Sistema Único de Saúde (SUS) que custeia o procedimento para o usuário sai por R$ 166,00.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a inovação é uma resposta da Coordenação do Programa Nacional de DST/Aids ao pedido feito pessoalmente pelo secretário municipal da Saúde e vice-prefeito, Luciano Ducci. ''Apresentamos o projeto e a resposta foi imediata'', conta Ducci, que esteve em Brasília na semana passada.
Alguns programas municipais foram decisivos para que Curitiba recebesse o equipamento. ''O sucesso de ações como o acompanhamento das gestantes soropositivas com o uso de medicação antiretroviral e que resultaram na queda da transmissão vertical do vírus, a oferta de exames para pesquisa do HIV independente de requisição médica e a disponibilização de preservativos para os estudantes das 35 escolas participantes do programa Saúde e Prevenção nas Escolas são boas credenciais'', comentou o secretário, por meio da assessoria de imprensa.
Além de pacientes da própria cidade, os testes feitos em Curitiba beneficiarão também os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o Estado do Paraná e também do Mato Grosso do Sul. A estimativa é de que sejam realizados até 500 exames por ano.
Segundo a prefeitura, desde que a Aids começou a ser monitorada em Curitiba, em 1984, foram registrados na cidade 7.550 casos (5.093 homens e 2.457 mulheres). Hoje, no município, 3.200 pessoas estão sob acompanhamento médico e utilizam medicação antiretroviral.


