Aparelho de pressão requer revisão
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Com o ritmo, estresse e hábitos alimentares da vida morderna, o cuidado com a pressão arterial se faz mais que necessário, além de se estender a novos públicos. Entretanto, a atenção também deve se voltar para o aparelho que mede a pulsão nas artérias, o esfigmomanômetro. ''Para quem faz uso de medicamento, a imprecisão no exame da pressão pode representar um risco muito grande'', alerta a farmacêutica, Viviani Cristina Bolognini.
Assim como uma balança de peso, o medidor da pressão também pode se desregular com o uso e a falta de manutenção frequentes. ''A aferição deve ser anual, pelo menos. Os aparelhos novos dão garantia de um ano e depois também precisam ser revisados'', recomenda o coordenador da Vigilância Sanitária - órgão responsável pela vistoria dos aparelhos e balanças em estabelecimentos públicos em Londrina-, Rogério Lampe.
''Principalmente quem tem o aparelho em casa precisa cuidar ainda mais, porque mexe, pode cair, sair da precisão'', ressalta a técnica metrológica do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), de Londrina, Ana Cláudia Dias Occaso. A vendedora Leila Medeiros Ramos, 50 anos, compreende a orientação da profissional. ''Eu tenho o aparelho manual há cerca de cinco anos e desde então tiro minha pressão três ou quatro vezes por semana. Por isso costumo sempre mandar para revisão quando vejo que está fora do comum''.
A aferição pode ser feita no próprio Ipem. O órgão, que representa o Inmetro no município, cobra R$ 6,90 pelo serviço. A pessoa deixa o aparelho em um dia e pega no outro. ''Mas a gente só trabalha com os medidores manuais, porque os digitais não existe padrões brasileiros determinados pelo Inmetro'', ressalta a técnica. E é pela falta de modelo que o coordenador da Vigilância Sanitária em Londrina orienta evitar o uso dos equipamentos digitais. ''Existem bons aparelhos, mais modernos, entretanto sabemos que os manuais podem ser mais precisos e aferidos com maior facilidade'', afirma Lampe.
O gerente de um estabelecimento comercial que vende este aparelhos médicos, Edson Delfim, afirma que há modelos seguros. ''Temos um aparelho que é o mais recente disponibilizado no mercado. Ele é super preciso e, inclusive, foi recomendado em um congresso de médicos cardiologistas. Nossos clientes não reclamam e tem até médicos que compram''.
Delfim garante que problemas de precisão acontecem com aparelhos piratas. ''Com isso as pessoas precisam ficar atentas, porque tem muito aparelho clandestino na cidade. Agora se a pessoa compra em um lugar certificado e o aparelho vem com garantia, não tem problema''. Ele ainda ressalta que os aparelhos digitais são mais precisos até para quem tem dificuldade em operar o analógico. ''Tem gente que não consegue medir sozinho usando o medidor manual, aí tem que ser o digital mesmo''.
Para acabar com as dúvidas sobre por qual aparelho optar, a técnica do Ipem, Ana Cláudia, ensina: ''Escolha aquele que tenha modelo aprovado pelo Inmetro. Isto deverá estar escrito na embalagem''. Outra sugestão é medir a pressão em farmácias ou unidades básicas de saúde. ''Estes são os lugares mais seguros, porque os fiscais da vigilância passam mensalmente'', afirma. Segundo Rogério Lampe, são 12 profissionais da prefeitura que atendem em média cerca de 80 estabelecimentos públicos por mês.


