Apagão deixa sete estados e DF sem energia
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Antoniele Luciano, Marian Trigueiros e Viviane Costa<br> Reportagem Local 
Londrina - Um apagão deixou pelo menos sete estados e o Distrito Federal sem energia elétrica ontem à tarde no País. A queda no sistema ocorreu às 14h50 e durou aproximadamente uma hora. São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás tiveram unidades de consumo afetadas. A falta de energia, segundo as concessionárias do setor, teria sido registrada em função do cumprimento de uma determinação do Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão responsável pelo controle da transmissão de energia no Brasil.
Em comunicado disponibilizado à imprensa pela Assessoria de Planejamento e Comunicação do ONS, o órgão informou que, mesmo com folga de geração no Sistema Interligado Nacional (SIN), restrições na transferência de energia das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste, aliadas à elevação da demanda no horário de pico, provocaram a redução na frequência elétrica. Houve perda de unidades geradoras nas usinas Angra I, Volta Grande, Amador Aguiar II, Sá Carvalho, Guilman Amorim, Canoas II, Viana, Linhares (Sudeste), Cana Brava, São Salvador (Centro-Oeste) e Governador Ney Braga (Sul), totalizando 2.200 MW. A frequência elétrica caiu a valores da ordem de 59 Hz, quando o normal é 60 Hz.
Ainda conforme o ONS, para restabelecer a frequência elétrica às suas condições normais, foram adotadas medidas operativas em conjunto com os agentes distribuidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Isso teria impactado menos de 5% da carga do sistema.
No Paraná, informou em nota a Companhia Paranaense de Energia (Copel), foi necessário cortar 320 MW da carga de energia elétrica fornecida no Estado. Isso corresponde a 6% do total transmitido ao Paraná. De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, o serviço foi interrompido entre as 14h54 e as 15h15. Cerca de 300 mil domicílios ficaram sem luz em todo o Estado. Ao todo, foram 88 municípios afetados 30 na Região Leste, 15 no Oeste, 19 em cada região no Norte e Noroeste e cinco no Centro-Sul.
Conforme a Copel, a manobra foi acionada pelo Esquema Regional de Alívio de Carga (Erac). A companhia garantiu que o fornecimento de energia elétrica foi normalizado por volta das 16 horas e que hospitais, unidades do Corpo de Bombeiros e de órgãos públicos não foram afetados pela medida.
Em Londrina, o apagão afetou unidades de consumo da Região Leste da cidade. Foi o caso de casas e estabelecimentos comerciais nas avenidas Celso Garcia Cid, Dez de Dezembro e São João, além de semáforos que tiveram o funcionamento interrompido durante a tarde. Um blecaute de meia hora fez com que funcionários do posto onde a atendente Diana Santos trabalha tivessem que dispensar clientes. "Sem energia não pudemos usar as bombas de combustível", comentou.
A assessoria de imprensa da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional informou que a produção continuou normalmente mesmo após o apagão que atingiu cidades do Paraná. Durante a tarde de ontem, a produção era de 13.143 MW por hora. O órgão declarou ainda que não houve qualquer tipo de determinação ou orientação por parte do ONS para socorrer outros estados.
Uma reunião entre o ONS e os agentes envolvidos no apagão deve ser realizada hoje, às 14h30, para analisar a ocorrência.
O ONS já havia informado, em relatório técnico divulgado na última sexta-feira, que havia risco de "perda de carga" durante a execução de intervenções na rede. "Contingências", classificadas como "simples", teriam efeito local e somente seriam liberadas "em períodos mais favoráveis, ou seja, nos horários em que a ocorrência de uma eventual contingência resulta no menor montante de perda de carga", segundo destacou o documento.
As chamadas "intervenções" são, segundo o ONS, reparos programados na rede por agentes de distribuição, geração ou transmissão. O procedimento serve para que sejam feitos serviços na rede elétrica justamente para garantir a segurança dos equipamentos e o atendimento de metas. (Com Agência Estado)
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