De 87 crianças e adolescentes vivendo em abrigos de Londrina, mais da metade tem entre 12 e 18 anos de idade. Nessa faixa etária, são 49 acolhidos. Entre os 10 e 12 anos, são 13 abrigados. Como a adoção de crianças mais velhas é mais difícil, o Poder Judiciário incentiva o apadrinhamento afetivo para que elas tenham a possibilidade de um convívio familiar sem a obrigatoriedade de formalização do processo de adoção. "Tem tanta gente na sociedade que tem vontade de dar amor, carinho, ter um vínculo com alguém sem a necessidade de adotar essa criança", disse a juíza de direito substituta da 1ª Vara da Infância e Juventude de Londrina, Isabele Papafanurakis Ferreira Noronha.
"Essas pessoas podem vir à Vara da Infância e Juventude, procurar o cartório, o NAE (Núcleo de Apoio Especializado) e se oferecer para visitar a criança, pagar uma aula de natação, de inglês, de computação. Tem muita gente que tem poder aquisitivo e pode ajudar. A maioria dos habilitados não tem interesse na adoção acima dos 7 anos e, se formar vínculo com uma criança nessa fase, já é positivo para o Judiciário." (S.S.)

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