As primeiras argolas começam a ser colocadas nas meninas quando elas têm cinco anos. As últimas, na fase adulta, quando estão em torno dos 25. As argolas chegam a pesar 12 quilos. Isso sem contar as que são colocadas nas pernas, logo abaixo dos joelhos, e as inúmeras pulseiras e braceletes prateados, tudo em latão ou cobre.

Elas podem até optar por não usar o colar (existem alguns casos), mas ao que parece preferem aguentar um pouco de dor a perder o status. Afinal, quanto mais longo o pescoço mais cobiçada será a moça. Para elas, não vem ao caso se isso lhes causa enormes danos à saúde, pois trata-se de um costume secular.

Diz a lenda que o uso dos colares, em outros tempos feitos de ouro, veio da necessidade de protegê-las de ataques de tigres, que costumam ir direto ao pescoço das vítimas. Fala-se também que o adorno serviria para afastar maus espíritos. O fato é que hoje a tradição permanece mais por valor estético e turístico do que por qualquer outro motivo. Os colares não são tirados para nada, nem quando elas são cremadas, ao morrerem.

Por outro lado, a idéia de que livrar-se das argolas pode significar a morte é tida como lenda, como relata Joe Cummings, autor da guia ''Lonely Planet'' sobre a Tailândia. Segundo ele, os pescoços não se atrofiam como é alardeado. Ele próprio escreve em seu guia já ter visto as Karen-Padong tirando os colares sem maiores problemas.(A.E.)

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