Sid Sauer
De Campo Mourão
Hoje, 10 de outubro, é aniversário de Campo Mourão. O município completa 52 anos e tem motivos para comemorar. É que alguns de seus principais sonhos estão, aos poucos, virando realidade, como a conclusão da nova Santa Casa, as obras da Estrada Boiadeira, a construção de uma nova estação rodoviária, a implantação de novos cursos superiores e até mesmo a atração de novas indústrias e a consequente geração de empregos.
É na implantação de novos cursos superiores, entretanto, que Campo Mourão vem conseguindo seu maior salto. Em apenas dois anos, a cidade saltou dos seis cursos que mantinha há 20 anos na Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam) para 16. Foram criados mais dois cursos na Fecilcam, três no unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e cinco no novo Centro Integrado de Ensino Superior (Cies), que é particular.
Foi graças ao Cies que Campo Mourão, um dos princípios pólos agropecuários do Estado, ganhou dois cursos há muito reivindicados – veterinária e agronomia. A instituição implantou também administração geral, comércio exterior e relações internacionais. Para o ano que vem, o Cies deverá contar com ciências biológicas. Para tudo isso, o grupo já adquiriu uma área de 15 alqueires na saída para Maringá, onde será construído seu câmpus universitário.
As obras do hospital veterinário do Cies, por exemplo, devem começar na semana que vem e a expectativa é que estejam prontas até abril. Na Fecilcam, os novos cursos incluem engenharia na produção de alimentos, que é único do Estado e um dos dois existente em todo o País. O curso é considerado chave para que Campo Mourão se consolide como pólo industrial de alimentos, assim como o curso tecnológico em alimentos, oferecido pelo Cefet.
Indústrias No que diz respeito a implantação de novas indústrias, Campo Mourão vive a expectativa de três empreendimentos. O mais badalado deles é a Colacril Indústria de Adesivos, que vai investir cerca de R$ 16 milhões e gerar 200 empregos num prazo de até dois anos. Na primeira etapa, com início para breve, são R$ 8 milhões de investimentos e pelo menos 120 empregos. A empresa funciona atualmente em Barueri, na grande São Paulo.
Quando as duas fases da Colacril estiverem prontas, a indústria será a maior da América Latina na produção de adesivos. Isso vai significar um faturamento anual de R$ 67 milhões e cerca de R$ 2,5 milhões somente e ICMS para a prefeitura. ‘‘São investimentos fundamentais para o desenvolvimento do município’’, comemora o prefeito Tauillo Tezelli (PPS). ‘‘Campo Mourão está com uma série de obras públicas e o investimento privado é o que estava faltando’’.
Junto com a Colacril, Campo Mourão está ganhando uma indústria metal-gráfica que vai produzir, entre outras coisas, embalagens para latas de óleo de cozinha. A fábrica vai gerar outros 40 empregos. O mesmo número de vagas será aberto no primeiro semestre do ano que vem pela indústria de margarina que está sendo montada pela Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), num investimento de R$ 6 milhões.
‘‘Teremos a indústria do setor mais moderna do País’’, avisa o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. A fábrica vai entrar em operação produzindo 60 toneladas diárias de margarina (o equivalente a 120 mil potes de 500 gramas), mas terá capacidade para chegar até às 300 toneladas/dia. A indústria será a primeira do Brasil a produzir a embalagem do produto simultaneamente à margarina. O faturamento anual previsto é de R$ 100 milhões.Município faz aniversário hoje e comemora obras da Santa Casa, da rodoviária, da Boiadeira e implantação de novos cursos superiores
Arquivo FolhaEMERGENTECom cerca de 80 mil habitantes, Campo Mourão é pólo da região e se consolida como centro universitário, agrícola e industrial

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