São Paulo, 27 (AE-DOW JONES) - A America Online (AOL), maior provedor do mundo de acesso à Internet, pode vir a lançar no Brasil um serviço gratuito, como fez na Inglaterra, onde o seu maior concorrente é o provedor FreeServe.
O presidente da AOL Latin America, Charles Herington, afirmou nesta quinta-feira (27), por telefone, de Miami, que essa possibilidade não está descartada, mudando a posição categórica que vinha sendo anunciada até a semana passada de que o provedor não ofereceria acesso gratuito.
"Ainda não decidimos se vamos fazer isso ou não", declarou. "Não estou falando que temos planos, mas aconteceu em outros mercados", disse. "Não está descartado", acrescentou.
Na Inglaterra, a AOL lançou em outubro de 1999 o serviço gratuito Netscape Online para concorrer com o FreeServe.
"A possibilidade de converter, no futuro, um grande número de assinantes em receita é o que leva provedores de acesso pago a oferecer o serviço gratuitamente", justificou Herington.
Ele argumentou, no entanto, que ainda não é possível obter lucros com uma combinação de publicidade e comércio eletrônico a curto prazo.
Herington observou que, no Brasil, grandes provedores estão lançando o acesso gratuito com marcas diferentes. "Eles acham que as marcas principais têm valor", argumentou.
Por enquanto, esclareceu Herington, a AOL está continuamente estudando o mercado brasileiro para identificar se o acesso gratuito pode trazer benefícios ao usuário a longo prazo e se o negócio seria viável.
O novo presidente da AOL Brasil, Manoel Amorim, que deixa a indústria farmacêutica após quase 10 anos com a Procter&Gamble, terá duas missões: fortalecer a marca do maior provedor do mundo como uma empresa que oferece um serviço de primeira linha, e acompanhar a dinâmica do mercado local sugerindo novas iniciativas. Francisco Loureiro, que implantou a AOL Brasil, deixou o provedor em dezembro.
De acordo com o último balanço divulgado pela AOL Brasil, em dezembro, 65.000 pessoas haviam se registrado com o provedor. Mas após um mês de acesso gratuito oferecido pela AOL Brasil em caráter promocional, ainda não se sabe quantos inscritos decidiram permanecer com o provedor.
Até que a Security Exchange Commission (SEC) autorize a oferta inicial de ações da AOL Latin America, Herington não poderá divulgar um balanço atualizado.

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