AOL investe em comércio eletrõnico para atrair assinantes
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domingo, 09 de abril de 2000
Por Paula Puliti 
São Paulo, 10 (AE) - O vice presidente de Política Estratégica da América On-line (AOL), George Vradenburg, disse hoje que a empresa vai investir em comércio eletrônico para aumentar seu número de assinantes no Brasil e nos outros 13 mercados onde atua. A AOL, um dos maiores provedores mundiais de acesso à Internet, também vai incrementar a venda de espaço publicitário para as companhias que fazem o chamado B2C, ou comércio eletrônico diretamente com o consumidor de varejo.
Vradenburg destacou que as empresas brasileiras apenas não se beneficiarão com as vendas on-line se os preços dos serviços de telecomunicações continuarem altos, o que limita o acesso à Internet. "As pessoas não querem usar a Web e pagar uma conta telefônica mais cara". A AOL, como todas as empresas que lidam com comércio eletrônico, defende a adoção do livre comércio, sem impostos ou taxas que dificultem o fluxo de mercadorias entre os países.
Vradenburg reiterou que a AOL não vai oferecer acesso grátis à Internet em nenhum dos países onde opera. A AOL não divulgou se tem sofrido impacto no número de assinantes no Brasil em razão das ofertas de Internet grátis que explodiram no País no início do ano. Isso porque, desde janeiro a AOL Latino Americana está em processo de abertura de capital na Nasdaq, o que impede a publicação de vários dados da empresa. Em 17 de janeiro a AOL tinha 90 mil assinantes, número considerado um dos melhores da empresa em período posterior ao lançamento do serviço (no Brasil, a AOL foi lançada em 16 de novembro de 1999).
Na área de comércio eletrônico, segundo Vradenburg, a AOL vai se concentrar apenas no segmento de negócios ao consumidor. Durante palestra promovida pela Câmara Americana de Comércio (AMCHAM), Vradenburg disse que a estratégia é ajudar a trazer para o Brasil a revolução na forma de se fazer negócios que está acontecendo nos Estados Unidos, onde 35% das casas fazem compras pelo computador.
"Nós só começamos há quatro anos. Qualquer país tem condições de nos alcançar", afirmou o executivo. No Brasil, disse, a importância da Internet já pode ser medida nas ruas, onde a diversos painéis e anúncios sobre Internet. Além disso, destacou, é muito grande o número de empresas que aparecem diariamente no País.


