SÃO PAULO - Uma força-tarefa composta por bombeiros, policiais civis e peritos foi concluída no fim da manhã desta segunda-feira (23) após a coleta de destroços do avião que caiu em Gramado (RS) e dos corpos das 10 vítimas fatais do acidente ocorrido no domingo.

Exames de DNA em corpos das vítimas já levados para Porto Alegre. Contudo, ainda não há previsão da liberação dos cadáveres. O acidente matou o empresário Luiz Cláudio Galeazzi e os outros nove tripulantes do voo. Entre eles, sua esposa, três filhos, cunhada e sogra.

Sobreviventes estão sob cuidado médico. Outras 17 pessoas ficaram feridas ao serem atingidas em solo. Duas delas estão em estado grave devido às queimaduras e recebem cuidados intensivos em hospitais de Porto Alegre, capital gaúcha.

Bombeiros avaliam risco estrutural em edificações atingidas. Uma pousada atingida pelos destroços corre risco de desabar. Há rachadura do teto ao chão e a estrutura está comprometida. Hóspedes e funcionários foram retirados do local logo após o acidente. Moradores do entorno também foram retirados do local. Mas não há risco de explosão, segundo o Corpo de Bombeiros.

Foram colocados tapumes ao redor do terreno, a medida adotada pela força-tarefa é para evitar a circulação de pessoas no local.

Fluxo de veículos está parcialmente liberado. Em um primeiro momento, a circulação de carros na Avenida das Hortênsias havia sido bloqueado. Segundo a EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias), agora há liberação para tráfego em pista simples em ambos os sentidos.

Aeronave despencou logo após a decolagem. De acordo com as autoridades, o avião de pequeno porte saiu do aeroporto de Canela e iria para Jundiaí (SP) e despencou logo após a decolagem, atingindo a estrutura de um prédio em obras, um hotel e caindo sobre uma loja de móveis.

Duas mulheres seguem internadas

Duas mulheres, de 51 e 56 anos, seguem em estado grave após a queda do avião em Gramado. Elas tiveram queimaduras de 2º e 3º grau em 30% e 43% do corpo, respectivamente. Encaminhadas para Porto Alegre, uma das vítimas está no Hospital Cristo Redentor, enquanto a outra na UTI Queimados do Hospital do Pronto Socorro. Ambos são referência no tratamento de queimaduras.

Conforme boletim da manhã de segunda-feira, a paciente de 51 anos chegou ao Hospital Cristo Redentor por volta das 17h25 de domingo. Ela segue sedada e em ventilação mecânica. Não há mais detalhes sobre a condição da paciente de 56 anos.

Além delas, outras 15 pessoas ficaram feridas e já receberam alta.

De acordo com o Governo do Rio Grande do Sul, a aeronave bateu contra a chaminé de um prédio em construção, atingiu o segundo andar de uma casa e também uma loja de móveis, que estava vazia. Destroços ainda atingiram parte de um hotel, onde a maioria dos feridos estava hospedada.

(Josué Seixas/ Folhapress)

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