ANVS reprovou 44 pedidos de registro de medicamentos genéricos
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2000
Por Sandra Hahn, especial para a AE 
Porto Alegre, 25 (AE) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS) reprovou 44 pedidos de registro de medicamentos genéricos entre os 216 que deram entrada na instituição entre novembro de 1999 e a semana passada. Outros dez foram liberados e já estão no mercado. As 44 solicitações foram rejeitadas por não cumprirem as normas formais de apresentação. O balanço foi apresentado hoje, em Porto Alegre, pelo gerente-geral de medicamentos da ANVS, Maurício Vianna.
"Os genéricos são absolutamente confiáveis, pois os critérios para conceder o registro são extremamente exigentes", observou Vianna. Ele foi o palestrante em seminário sobre o tema
promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) no Estado. Os pedidos reprovados foram arquivados, mas poderão ser reapresentados se os requisitos exigidos pela agência forem atendidos, explicou. "Os genéricos têm regras especiais".
Vianna contou, ainda, que a agência está implantando um departamento de consultas técnicas para orientar os pedidos de registro de genéricos pelos laboratórios. Somente na semana passada, quando o departamento começou a operar, três empresas demonstraram interesse em apresentar os pedidos para cem medicamentos. O ritmo de ingresso dos genéricos no mercado deverá acompanhar o interesse dos fabricantes no registro. "A cada semana, haverá novos genéricos à disposição", observou. Preços - Atualmente, cerca de 500 medicamentos concentram 80% das vendas no País. Os genéricos, previu Vianna, serão capazes de derrubar o preço dos remédios pela aumento da concorrência. Vianna contou que 50 entre as 470 indústrias farmacêuticas do País concentram 80% do faturamento do setor. O gerente lembrou que os similares também têm a chancela da vigilância sanitária, embora não sejam equivalentes - como os genéricos - aos remédios de marca registrada para efeito de troca no balcão das farmácias.
Para esclarecer as dúvidas da população sobre eles, o governo está produzindo uma campanha publicitária. As peças serão exibidas a partir de março e vão procurar responder as perguntas que os consumidores, apontadas em pesquisa de opinião.


