Brasília, 27 (AE) - O antidepressivo "survector", fabricado à base de cloridrato de amineptina, pelo Laboratório Servier, passou a sofrer um controle mais rigoroso, a partir de hoje, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS). A mudança foi recomendada pela Comissão Nacional Técnica-Científica de Assessoramento em Medicamento (Conatem), da agência, por causa do alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a substância empregada na produção do remédio pode causar dependência.
A amineptina, antes da lista C1 de substâncias sujeitas a controle especial da vigilância, está agora classificada como B1, que abrange as psicotrópicas. Na antiga posição era exigida receita em duas vias, porque uma delas ficava retida na farmácia para anotação no livro de registro. Agora, o paciente deverá levar a receita em formulário azul, que somente pode ser prescrita por médico credenciado na Vigilância Sanitária. Além disso, a embalagem deve mudar. Os medicamentos da lista C1 trazem escrito apenas a frase "venda sob retenção de receita". Já os da B1, "venda sob notificação de receita" com o acréscimo da frase "o abuso desse medicamento pode causar dependência".
A resolução 480 assinada pelo diretor-presidente da ANVS
Gonzalo Vecina Neto, classifica ainda remédios novos na lista de substâncias sujeitas a controle especial (C1). Os fabricados à base da substância bupropiona: o antidepressivo "wellbutrin-sr" e antitabágico "zyban", ambos do Laboratório Glaxo Wellcome. O antidepressivo "eranz" do Laboratório Wyeth-Whitehall, fabricado com a substância donepezila, também consta da lista C1.
Também entrou nessa lista, o remédio "exelon" produzido pela Novartis a partir da substância rivastigmina para pacientes com o mal de Alzheimer. E ainda o antiretroviral "agenerasi", produzido a partir da substância amprenavir pelo Laboratório Glaxo-Wellcome, para tratamento de doentes com aids.

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