São Paulo- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sinalizou que as mudanças na propaganda de medicamentos, discutidas há pelo menos três anos, deverão sair em aproximadamente um mês. A agência quer endurecer as regras para a publicidade de remédios. Pela proposta, nas propagandas em rádio ou TV, o próprio apresentador ou locutor terá de mencionar a possibilidade de riscos e efeitos colaterais do medicamento.
A nova regra deverá obrigar os anunciantes a usarem frases de advertência padronizadas, que terão de ser ditas pelo apresentador ou pelo locutor principal da peça publicitária. No caso de um medicamento que contenha cânfora em sua composição, por exemplo, a frase de advertência deverá ser ''não use em crianças menores de dois anos de idade''.
Pela proposta, 45 princípios ativos deverão ter frase-padrão, entre eles ácido ascórbico (vitamina C), dipirona sódica e paracetamol.
Nas propagandas impressas, a frase de advertência não poderá ter tamanho inferior a 20% do maior tipo de letra usado no anúncio. ''As propagandas só mostram os benefícios dos medicamentos. Mas eles não podem ser vistos como um produto qualquer'', disse o presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello.
Mello disse que se reunirá em 15 dias com o ministro José Gomes Temporão (Saúde) para definir o texto final da nova resolução. Após o encontro, o texto será submetido à diretoria colegiada da Anvisa. A proposta não terá de passar pelo Congresso ou pelo presidente da República. Com a aprovação da resolução pela diretoria da Anvisa, as empresas terão prazo de 180 dias para se adaptar às novas regras, a partir da publicação no ''Diário Oficial'' da União.

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