Anvisa proíbe uso de 20 substâncias em manipulação
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terça-feira, 04 de novembro de 2003
Luciana Miranda<br> Agência Estado 
São Paulo - No balcão da farmácia de manipulação, o funcionário avisa: ''Não podemos mais fazer esse medicamento.'' A informação tem surpreendido pacientes de todo o País que tomam uma das 20 substâncias cuja preparação em farmácias de manipulação está suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há um mês. Sem poder aviar a receita, eles têm de recorrer a produtos industrializados. Só que nem sempre encontram o que precisam tomar.
''Alguns médicos têm trocado remédios de seus pacientes, mas há casos em que a substituição não funciona'', alerta Vânia Regina de Sá, presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), que representa farmácias de manipulação. Ela explica que o objetivo da manipulação é produzir remédios individualizados, inexistentes na indústria.
A decisão da Anvisa foi desencadeada pela morte de um menino de 12 anos, relacionada à clonidina, uma das substâncias suspensas. O caso aconteceu em Brasília em agosto; análise preliminar concluiu que houve erro na manipulação do remédio na farmácia.
São 20 as substâncias que tiveram uso suspenso em farmácias de manipulação pela Anvisa: ácido valpróico, aminofilina, carbamazepina, ciclosporina, clindamicina, clonidina, clozapina, digoxina, disopiramida, fenitoína, lítio, minoxidil, oxcarbazepina, prazosin, primidona, procainamida, quinidina, teofilina, verapamil e varfarina
Os pacientes que tiverem problemas devem entrar em contato com a Anvisa, relatando o caso por e-mail (farmacovigilancia@
anvisa.gov.br) ou para o fax 61-448-1275.


