Brasília, DF - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a divulgação, dentro de farmácias e drogarias, de imagens e mensagens que caracterizem propaganda comercial de remédios. Enquadram-se na lista de proibição símbolos, desenhos, logomarcas, slogans, nomes de fabricantes e qualquer outro argumento de cunho publicitário dos medicamentos.
A medida pretende evitar a automedicação. ''A decisão pode ter impacto econômico nas farmácias que se valiam da propaganda para vender mais medicamentos, mas a Anvisa está certa'', afirma Sergio Mena Barreto, presidente-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
''O consumidor pode se influenciar com a exposição exagerada de um determinado logotipo ou nome de remédio e isso acontecia muito com remédios para disfunção erétil, por exemplo'', diz.
A resolução, publicada anteontem no Diário Oficial, permite só a fixação dos preços de medicamentos nas farmácias e drogarias. A divulgação deve ser feita agora por meio de listas, que poderão ser organizadas por medicamentos da mesma classe terapêutica, nas quais deverão constar nome comercial do produto, denominação do princípio ativo, concentração, preço, apresentação e número de registro dos itens listados. Nenhum medicamento poderá ter destaque.
''É importante dizer que já havia uma norma que regulamentava a propaganda de medicamentos'', conta Sérgio, da Abrafarma. ''A Anvisa decidiu reeditá-la com mais detalhes'', completa. A nova regra passa a vigorar 30 dias depois da data de publicação. As multas para infratores variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.

mockup