Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou ontem a apreensão e inutilização, em todo o País, de lotes falsificados do medicamento Cialis 20 mg, usado contra disfunção erétil.
Segundo a resolução 2.912, publicada no Diário Oficial da União, a apreensão do produto é ''medida de interesse sanitário''. Os medicamentos pirateados, segundo notificação da empresa detentora do registro, Eli Lilly do Brasil, não apresentam marcação do lote no blister de dois comprimidos e têm na embalagem a impressão EXP 102014.
Essa é a quarta vez que a Anvisa determina apreensão de lotes falsos de Cialis, somente este ano. Um dos mais potentes remédios para disfunção erétil, o Cialis pode ter seu efeito prolongado por até três dias, segundo garantem alguns usuários, o que o torna um alvo cobiçado por quadrilhas, rivalizando com o tradicional Viagra.
Os danos ao consumidor, segundo a Anvisa, podem se dar de duas formas: ausência do efeito esperado, por se tratar de falso remédio, também chamado ''pílula de farinha'', e ingestão de substâncias maléficas à saúde. Em caso de dose excessiva do princípio ativo, por exemplo, há sério risco de problemas cardiovasculares. O caso será comunicado ao Comitê Nacional de Combate à Pirataria, do qual faz parte a Polícia Federal, que costuma abrir investigações para desmantelamento de quadrilhas que atuam no ramo de medicamentos.

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