Anvisa libera navio chinês para prosseguir viagem
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segunda-feira, 05 de maio de 2003
Das agências 
Taubaté - O navio chinês Tian Shan Hai que chegou ao Brasil no sábado para descarregar 5,7 toneladas de minério de ferro e produtos químicos deve deixar o porto de São Sebastião, no litoral de São Paulo, na noite de hoje, após às 19 horas. Segundo a administração do porto, nenhum dos tripulantes apresentou qualquer problema de saúde.
Por ter saído da China, onde há muitos casos de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), no dia 28 de fevereiro, toda a tripulação do navio teve de passar por uma inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de atracar no cais comercial. Uma operação especial foi montada pela Dersa (empresa que administra o Porto) e a Anvisa para prevenir qualquer transmissão da pneumonia asiática.
Segundo o médico da Anvisa, Domingos Chiamarelli, o navio e os tripulantes apresentaram condições sanitárias ''excelentes''. Hoje à noite a embarcação deve seguir para a Argentina.
Na China, foi anunciado ontem que a epidemia provocou outras nove mortes e foram registrados 160 novos casos. No total, os casos confirmados são 4.280, 206 deles mortais. As medidas de precaução atingem todo o país, às vezes irritando os habitantes.
Em Pequim, mais de 15 mil pessoas continuam em quarentena em seus domicílios ou nos hospitais, que além disso enfrentam demissões de seus empregados, segundo o jornal Beijing Star. Seguindo o exemplo das medidas de precaução aplicadas em Pequim, várias grandes cidades decidiram suspender as aulas e fechar os espaços de lazer para evitar a progressão da epidemia, afirmou a imprensa chinesa.
As decisões de construir centros de quarentena em meios rurais são mal recebidas pelos camponeses, que não hesitam em manifestar sua oposição violentamente, segundo a imprensa. Em uma semana, ocorreram em três províncias saques de edifícios oficiais e de centros destinados a isolar as pessoas em quarentena.
Segundo as últimas investigações científicas sobre a Sars, divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus da pneumonia atípica pode sobreviver durante horas sobre superfícies comuns fora do corpo humano e até quatro dias nos excrementos.
O vírus pode sobreviver pelo menos 24 horas numa superfície de plástico em temperatura ambiente, e pode ser transmitido por simples contato de uma mesa ou da maçaneta de uma porta contaminados, segundo as investigações feitas por laboratórios de Hong Kong, Japão, Alemanha e China.


