Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso da creatina e da cafeína como suplemento alimentar para atletas. A medida integra uma resolução aprovada na Anvisa, com novas regras para alimentos usados por esportistas. Além da liberação desses dois produtos, a resolução passa a considerar barras de proteínas, repositores energéticos e outros suplementos apenas como alimentos para atletas. Com a mudança, rótulos terão de ser alterados para apresentar a frase de advertência: ''Esse produto não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico''.
A resolução é estudada pela Agência há mais de um ano. A nova classificação para barras de proteínas e bebidas isotônicas pretende evitar o consumo desnecessário deste tipo de produto, cujas vendas vêm aumentando de forma significativa no País. ''Havia uma banalização, um apelo comercial para uso desses complementos'', avalia a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito. ''Queremos trabalhar contra isso e mostrar que para quem faz exercícios três vezes por semana não precisa disso. Uma alimentação balanceada é o suficiente.''
O que muda na venda de bebidas isotônicas e barras de proteínas é apenas a apresentação, com rótulo de advertência. ''Não temos como fiscalizar o uso de alimentos. Fazemos advertências, o restante fica por conta do consumidor'', observa a gerente de alimentos da Anvisa, Denise Resende.
Embora usados por frequentadores de academias e esportistas, a venda de creatina e de cafeína como suplemento alimentar não era permitida no País. Tanto cafeína quanto creatina estavam registradas na Anvisa apenas para uso em medicamentos.
A inclusão foi feita depois de um apelo de fabricantes e da apresentação de estudos que comprovam a segurança e a eficácia dos produtos. A cafeína ajuda a retardar a sensação de fadiga muscular. A creatina é considerada como fonte extra de energia, que facilita a contração e a rápida recuperação de músculos. ''Mas eles somente devem ser usados com indicação de médico ou de nutricionista'', salienta Maria Cecília.

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