Londrina – Oito farmácias de Londrina foram interditadas e dois empresários presos durante operação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na terça e quarta-feiras. Entre as irregularidades encontradas pelos fiscais estão ausência de alvará de funcionamento e venda de medicamentos contrabandeados e até vencidos. A operação segue hoje.
  Na terça-feira, fiscais da Anvisa haviam fechado um um estabelecimento por comércio ilegal de medicamentos, resultando na prisão do proprietário. Ontem de manhã, uma denúncia anônima levou os fiscais a interditarem uma farmácia localizada no Área Central. De acordo com os fiscais da agência, no estabelecimento eram comercializados medicamentos contrabandeados, falsificados, de origem hospitalar e até vencidos. Foram apreendidos cerca de 45 mil comprimidos e cerca de R$ 100 mil em dinheiro.
  O proprietário foi preso em flagrante e seu advogado não quis falar com os jornalistas. O empresário foi encaminhado para a delegacia e, segundo a Anvisa, irá responder por tráfico de drogas, pois comercializava remédios de tarja preta sem receita médica; por falsificação de medicamentos e lei contra economia popular, pelos medicamentos vencidos. À tarde, outros estabelecimentos foram visitados e interditados.
Risco de morte
  A maior parte da apreensão envolveu estimulantes sexuais falsificados e contrabandeados do Paraguay como o Viagra, Cialis e Pramil, além de anfetaminas, ansiolíticos e antidepressivos, que causam dependência química e eram vendidos sem receita médica.
  Segundo o fiscal da Anvisa, Renato Hurtado, o conteúdo desses produtos será analisado, mas adiantou que o consumo deles pode causar sérios danos à saúde, levando até à morte. ‘‘Por exemplo, o Viagra falsificado pode causar uma ereção muito prolongada, levando à amputação do membro’’, disse.
  Os produtos apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal e deverão ser incinerados. ‘‘Vamos continuar esta operação em Londrina, pois temos outras denúncias para apurar’’, declarou o fiscal. (Colaborou Michele Aligleri)

  Serviço – Denúncias podem ser feitas para 0800-6429782 ou [email protected]

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